sexta-feira, 28 de junho de 2019

Em sessão solene, a ALPA empossa novo acadêmico.

Na noite dessa quinta-feira 27 de junho foi realizada mais uma majestática sessão solene da Academia de Letras de Paulo Afonso (ALPA). Sob resplandescente cascata de emoções, o incansável Guerreiro das Letras: Antonio Galdino da Silva  e suas iluminadas guardiãs intelectuais: Socorro Araujo, Jovelina Maria Ramalho Silva, e Socorro Mendonça que compõem essa aguerrida diretoria, com o também confrade e vice-presidente: João de Sousa Lima, (ausente por motivo de viagem), onde todos (as) compartilham dos mesmos ideais. Eis que a ALPA segue com o seu exército de escritores, e escritoras de caneta em punho e veemente desejo de inovação no coração, e assim, todos e todas, juntos vamos combatendo o bom combate, o combate das letras. E como notório fortalecimento desse esplendoroso exército Alpano, foi empossado o mais recente guerreiro literário, o agora acadêmico: Maciel Teixeira Lima. Seja muito bem vindo, nobre confrade. Vida longa e ALPA!











FOTOS DO JORNAL FOLHA SERTANEJA
Foto: Negrito Alcântara,



















quarta-feira, 26 de junho de 2019

Um homem à sombra de seu destino.


A Seca 

O ano de 1953 foi um ano devastado pela seca que atingiu o coração do sertão, deixando sua marca incrustada no solo e principalmente, na vida desse bravo povo nordestino, sertanejo. O sol de tórrida tenacidade havia devorado toda a vegetação, onde um dia fora verde, agora se encontrava seco feito palha.  E mesmo nas primícias daquele ano de 1954, o solo continuava árido e o sol abrasador. A terra ressequida sofria com a erosão que lhe causava rachadura, logo transformadas em fendas profundas. O cacto de mandacaru estendia suas ramificações aos céus pedindo súplica ao astro rei, enquanto a palma mesmo mucha era a única que teimava em se manter verde. 
     Foi neste cenário do sertão, ali na curva onde se tocam e se apartam começo, meio e fim, e enfim o que já aconteceu ou ainda esta por vim, que nasceu aquele garoto franzino que em um futuro não muito distante, se tornaria em um tenaz ativista do sertão sergipano, sendo reconhecido nacionalmente como um bravo lutador em defesa do meio ambiente, Carlos Soares de Menezes, o protagonista desta história. 
      Neste sertão de clima seco e solo sofrido, numa comunidade denominada de Augustinho, situado no município de Nossa Senhora da Glória, ladrilhado pelo mais belo bosque repleto de arvores nativas do mais resistente dos biomas; a “caatinga”, com as suas coroa-de-frade, os seus xique-xique, juazeiros, umbuzeiros, e o fabuloso mandacaru-azul, uma espécie do gênero Pilosocereus da família das cactáceas que era uma tipo de facheiro muito usado pelos pequenos agricultores por servir de suplemento alimentar para os animais, sendo considerado “sagrado”, era a realidade daquele grupo de famílias que ali viviam naquele período. 
  Aquela comunidade extremamente rural não possuía nenhuma escola por perto. A maioria de seus habitantes não sabia ler, nem escrever, por nunca terem oportunidade de frequentar uma sala de aula, o que na época era uma verdadeira raridade pois era raro alguém ter por perto,  uma professorinha que ensinasse o bê a bá, ou até as primeiras palavras. Dentro dessa realidade, em sua grande maioria, eram famílias simples, que viviam do trabalho braçal, extraindo das vísceras da terra a sua subsistência. 
Ali naquelas cercanias morava uma pequena família de agricultores composta pelo patriarca João de Biana, sua esposa Dona Conceição e um filho recém-nascido. Nesse típico cenário nordestino, em meio ao nada, e talvez além do fim do mundo, na esquina da superação, defronte com a travessa da perseverança que se encontrava àquele imponente casebre de taipa. Tendo ele sido elevado com varas de madeira entrelaçadas verticalmente fixada no solo, e vigas horizontais amarradas entre si por cipós, dando origem a um grande painel perfurado que, após ter seu vão preenchido com barro, transformado em parede, uma técnica que atravessou o milênio, sinalizando a liberdade criadora do lar próprio numa intensa relação entre o ser humano e a natureza que o cerca. 
Aquela pequena casa de pau-a-pique que estava dividida em três cômodos, uma sala, um quarto, uma cozinha, e dentro dela uma brava família morando. 
Na cozinha, num canto isolado estavam um rústico fogão à lenha, e sobre ele duas panelas de barro. Naqueles inócuos recipientes construídos a partir da argila e fogo, tinham alguns poucos grãos de feijão de corda, e maxixes cozido na água e sal. No outro canto, um porão e um pote que serviam de reservatório contendo água para beber e cozinhar. Na sala, uma mesa de madeira tosca coberta com uma toalha de renda branca, quão alva quanto o algodão, e sobre ela um pires de alumínio junto à imagem de Nossa Senhora Aparecida, indicando ser aquele “cantinho” sagrado e servia de oratório. Ao lado da mesa, dois pequenos tamboretes de madeira ajudavam a ornamentar aquela sala. A mobília do quarto consistia num caixote de madeira utilizado como guarda-roupas, no outro extremo do recinto uma cama, e sobre ela um surrado colchão de capim onde dormia Dona Conceição e a criança de colo. Havia uma esteira enrolada encostada no outro recanto daquele escuro e úmido cômodo. A mesma esteira seria estirada durante a noite sobre o chão de massapê, onde dormira seu João. quela família de características simples vivia se deslocando de um lado para outro, perambulando pelo sertão afora. 
   A vida dura na qual eram obrigados a viver, por conseqüência da seca, os levava a mudar de ares quando ela ficava tenebrosa. E não costumavam criarem raízes nos pés, como se diz no sertão. 
Haviam chegado ali há poucos mais de seis meses. Seu João, um típico caboclo sertanejo de estatura mediana, cabelos caracolados e crespos, a pele queimada pelo sol era a sua identidade, às mãos calejadas pelo cabo da enxada, a sua carteira de trabalho. Dona Conceição, uma morena cor de canela, de olhos amendoados e negros quanto uma noite sem lua, mas que continha o fulgor da esperança, ela estava com um barrigão enorme e prestes a dar a luz. 
Foi naquela vida sofrida de nômade, que em dezembro de 1953, com uns poucos meses de casados, exatamente no dia 29 de dezembro nasceu o primogênito do casal, um filho varão, como ansiava seu pai João de Biana. 
As dificuldades pelas quais passavam eram enormes. Com o trabalho na agricultura cada vez mais escasso, fato que impossibilitava ao patriarca ganhar o sustento necessário para suprir com as necessidades da família. Uma alimentação adequada parecia ser impossível naqueles tempos. Por muitas vezes tendo apenhas raízes de mandioca e ovos de galinha de capoeira para comer, quando muito tinham. 
O pequeno Carlos, ainda bebê, e como toda criança nessa circunstância da vida precisava se alimentar bem, por conta disso, era com ele que a sua mãe mais se preocupava. 
Devido à comida consumida por ela ser pouca e desprovida dos nutrientes e proteínas extremamente necessárias para uma razoável produção do leite materno, por muitas vezes não tinha condições alguma de amamentá-lo. Então o leite materno era substituído por angu de farinha, e assim, neste cenário lastimável, a criança fora crescendo sem nenhuma perspectiva de uma vida digna. 
   O tempo passava e as dificuldades só aumentavam. Alguns meses depois, em meio a esses caos de seca e escassez de alimentos nascera a segunda cria do casal. Outro filho varão preenchia o sofrido ambiente com seu choro. 
O trabalho na roça quase não existia devido à seca, não havendo chuva, não poderiam plantar, eis que era preciso recorrer a alternativa de trabalho. Após muito procurar, conseguiu trabalho junto a um rico e renitente fazendeiro que teimava contra a estiagem. 
João chegava a passar o dia debaixo de um sol causticante, cavando buracos, arrumando cerca, arrancando toco, e qualquer tipo de serviço que o patrão fazendeiro viesse a lhe oferecer, para assim conseguir o pouco dinheiro para a subsistência  da família.
    O trabalho na fazenda não era continuo, e por muitas vezes tinha que trocar um árduo dia de labuta por um punhado de comida. A estiagem já perdurava há mais de dois anos, não havia pasto, nem para as raquíticas ovelhas, muito menos para o minguado gado de seu patrão, às vezes era preciso cortar facheiro-azul, uma espécie de “mandacaru-de-facho” abundante naquela localidade do sertão para alimentar os bovinos. A caça havia sumido das matas, e não tinha nenhum riacho por perto onde pudesse pescar e alimentar a família. As poucas galinhas que tinham no terreiro haviam sido consumidas, e sem nenhuma perspectiva de sobrevivência, Seu João de Biana, que já havia conversado com Dona Conceição por várias vezes sobre a real possibilidade de saírem em busca de um lugar mais acolhedor, onde a seca não maltratasse tanto. 
   Certo dia, logo pela manhã manifestou o desejo de buscar por ares melhores, chegando a comentar com a sua companheira, que ouvira falar sobre umas terras boas lá para as bandas da Bahia. Argumentando ele que mesmo com toda a boa vontade que o seu Demóstenes, seu “temporário” patrão tinha em mantê-lo trabalhando ali, diante toda aquela dificuldade, logo o serviço seria extinto. 
O pouco gado que ainda restava estava morrendo de fome e sede, as ovelhas já haviam sido exterminada pela fome, a caatinga estendia-se de um tom vermelho indeciso salpicado de manchas brancas das ossadas, o voo negro dos urubus faziam círculos altos em volta dos moribundos animais. Dali alguns dias a situação ficaria insustentável, o dinheiro que pagava as despesas, e que “ainda” mantinha a Fazenda Boa Esperança funcionando, mesmo que precariamente, provinham das economias dos tempos de fartura, mais não iria durar para sempre, e ali chegava ao limite. 
  Seu João viu que não dava mais para continuar vivendo ali, se não tinha mais a vaca para tirar o leite, o feijão e o milho para comer e uma criação em condições de ser abatida para ir saciando a fome da sua família, chegou a triste conclusão, era chegada a hora de partir. E sendo assim, quando chegou o por do sol daquele dia triste, e seus raios multicores a fulgurar no horizonte, João disse para a mulher;
– Muié, a coisa aqui tá preta, vâmo arrumar os panos de bunda e cair no mundo, do jeito que vai vamo é morrê de fome, nois e os mininos.       
   A forma plangente com a qual proferiu tais palavras seria capaz de fazer as mais rígidas placas do coração, do ser mais cruel da face da terra, tremer nos alicerceis da compaixão. 
   A partida se fazia necessária, não pelo simples interesse de ir embora, ou de conhecer novos lugares, mas pela situação de pobreza e sofrimento extremo na qual estavam vivendo. 
Por mais que gostassem daquele lugar, não seriam capazes de suportar a terrível seca que assolava aquela região. Era hora de partir para bem longe daquela seca miserável, buscar refugio num lugar menos afetado pela aquela praga que devastava a flora, dizimava a fauna e fazia penar o inoxidável homem do sertão. 
Dona Conceição com seus olhos negros diluindo-se em cascata de lágrimas, os mesmos olhos que outrora mais pareciam duas exuberantes pérolas, e que a vida dura na aridez do campo contribuiria e muito, para que perdesse a intensidade de seu fulgor. 
   Desolada com o fato de ter que abandonar aquele pedacinho de chão no qual plantava sementes de esperança aguadas com o orvalho de sua persistência, e que estava tão habituada a viver cotidianamente cuidando do terreiro mantendo-o sempre limpo, o zelo para com seus filhos, mesmo não tendo água suficiente para beber, cozinhar, lavar e dar banho nas crianças, a dedicação de uma dona de casa exemplar nos cuidados com a sua casinha de massapê, e na dedicação ao marido trabalhador, simplesmente dilacerava seu coração. Por fim, dando- se por vencida saiu cabisbaixa e fora arrumar as “trouxas”.  
  As lagrimas da tristeza que caiam de seus olhos borrifavam as pouquíssimas vestes que possuíam. Devido à fraca condição da qual sempre viveram não lhes era permitido possuir muitas coisas, algumas poucas panelas de barro, uns poucos pratos de estanho, uma meia dúzia de colheres, duas ou três xícaras, dois tamboretes de tábua, uma mesa, a velha cama com seu colchão de capim, uma esteira feita de palha de bananeira e poucos panos de bunda, como se dizia das roupas no sertão. 
   Era uma manhã abafada e mormacenta na qual o astro rei, imperador tirano, não imperava com a tórrida tirania de sempre, mais não permitia nenhum sopro de brisa para balançar as folhas das árvores, e aquele mormaço que parecia provir das entranhas da terra fazia gotejar água salgada por todos os poros da pele. 
Havia chegada à hora de começar a arrumação da mudança, e uma a uma foi posta sobre o lastro da carroça, tanto por Dona Conceição, mulher daquelas de fibra e fiel ajudante, quanto pelo seu esposo João. Aos poucos, e com jeitinho para que coubesse tudo naquele pequeno cumbuco, depois de todos os seus pertences estarem devidamente arrumado puseram as tabuas de proteção, amarrando-as bem com as cordas de sisal. 
Preparando-se para partir, primeiro Dona “Ceição” como era carinhosamente chamada pelo marido, com os devidos cuidados acomodou o filho primogênito em meio à mudança, depois, entregou o filho caçula para o esposo segurar enquanto subia. Estando devidamente aconchegada pediu de volta a sua cria que chorava aos “berros” nos braços do pai.
– Oxênte menino, mas que choradeira é essa, inté parece que tem espinhos nos braços de teu pai. Dá ele aqui Jão.
  E sem saber ao certo a causa daquele planto, muito menos o motivo pelo qual a criança chorava, ela o recebeu com todo o carinho peculiar as mães, e foi logo o aconchegando de volta ao seu colo materno, dizendo:
"Será que ele tá pressentindo arguma coisa rim?”, se perguntava Dona Conceição enquanto consolava o filho. 
  Seu João subiu logo em seguida, e tomando as rédeas do seu destino, tentava conduzir o renitente animal que parecia não querer sair do lugar. O quadrúpede cismou e não se locomovia de maneira alguma dali, parecia saber a distância que seria obrigado a percorrer, e o peso que deveria arrastar através de suas poderosa ancas, o bicho fincou os cascos no chão duro e quente do sertão, em forma de protesto. 

 – Agora mais essa, antes foi o menino chorando, agora o jegue que empacou isso pode sê um mau presságio Jão. – Comentou a esposa preocupada.
– Qui nada muié, esse jegue é manhoso mêrmo, e minino chora a todo hora, num é pro mode disso que argúem vai morrê.  – Dizia o caboclo ao mesmo tempo em que erguia o chicote de couro nu, que açoitava no ar e caia com toda a força no dorso do animal.
    Foi só muito depois de alguns solavancos, e sob insistentes chibatadas, que o jegue começou a puxar a velha carroça, assim seguiu em direção sudeste rumo a idolatrada Bahia de todos os santos e encantos. Naquela época de flagelo, em que deixaram para trás a comunidade Augustinho, baseando-se em apenas informação ditas de “boca” em que seguiram em peregrinação, emigrando para o sul da Bahia, Carlinhos, o filho mais velho do casal encontrava-se com apenas um triênio de idade.
 A viagem era um tanto longa e desconfortável, principalmente para Dona Conceição. Ela trazia o filho caçula no colo o tempo todo, chegando a ficar de braços dormentes. As paradas eram restritas, apenas o tempo suficiente para comerem alguma coisa, e descansar um pouco. À noite acampavam, acendia um fogo de trempe, para espantar algum enxerido animal mal intencionado que por ventura tentasse atacar o acampamento, assavam algum pedaço de carne seca, e comiam com farinha. Os meninos eram alimentados com um angu de farinha, a base de água e sal. Não era exatamente uma refeição digna, mais o suficiente, para juntamente com a fadiga da viagem, fazerem dormir feito pedra a noite toda. 
 Quando o sol ameaçava aparecer no firmamento, ainda que brigando com a luminosidade da lua, o bravo sertanejo iniciava as preparações para a viagem, nem mesmo esperava pelo completo surgimento da alvorada. Enquanto isso Dona Conceição ainda meio que sonolenta, e toda dolorida por causa dos “solavancos” da carroça durante o árduo percurso, levantava-se para preparar o café. 
No instante em que o marido se ocupava em colocar os arreios no animal, ela se preparava para acender o fogo no qual teria que preparar o desjejum. Quase momentâneo a ebulição da água na qual seria preparado o café, a carne seca estava sendo assada ao lado da trempe. Assim que terminavam de “engolir” o café matinal, sem mesmo dar tempo de fazer digestão começavam novamente a seguir viagem. 


quinta-feira, 20 de junho de 2019

Monte Alegre: Em reconhecimento, Agentes da Cultura local recebem Prêmio Destaque Cultural.

 Izaque Vieira     Izaque Vieira / Redação Portal Sou de Sergipe.

Monte Alegre: Em reconhecimento, agentes da cultura local recebem Prêmio Destaque Cultural


Uma cerimônia realizada na Câmara Municipal de Vereadores da Cidade de Monte Alegre na noite desta ultima quarta-feira (19/06) marcou a homenagem aos incentivadores da cultura e artistas do município.
O prêmio “Destaque Cultural”, concedido em forma de certificado, é dedicado às pessoas físicas que contribuem com a Cultura, expressada pelas mais diferenciadas artes que fazem parte do contexto cultural do município de Monte Alegre. A iniciativa partiu do Agente Cultural, Rafael Bonfim que teve como apoio o Vereador Acrísio Pereira e Michely Santana.
No decorrer do evento, ficou constatado que existe uma verdadeira diversidade de artes e de artistas que em sua maioria, estão no “esquecimento”, mas que através deste evento, passam a serem reconhecidos.
Estavam presente no evento diversas personalidades políticas e artísticas, a exemplo da Deputada Kitty Lima, da Prefeita de Monte Alegre(Nena de Luciano), do Presidente da Câmara de Vereadores(Sergio Murilo), de Matteus Borges (Secretário de Cultura), Betânia (Professora), Ivaldo Moreno(Cantor), Adriel Soares, Mestre Scorpions(Capoeira), Sinvaldo (Artista Plástico) entre outros.
Em seus pronunciamentos, tanto o Secretário Geral do Executivo(Luciano Lino) quanto o Vereador Acrísio Pereira, destacaram a importância da cultura como legado histórico para as pessoas e para os municípios. “Este é um momento significativo para todos aqueles que investem neste segmento, compreendendo que cultura e cidadania andam juntas”, destacou Acrísio.
Mais de 50 artistas foram homenageados, marcados por um momento ímpar na história de Monte Alegre.
Na realidade, o município de M. Alegre, possui uma sociedade civil, cansada de esperar pelo poder público, que ao longo dos tempos não consegue enxergar a Cultura como algo realmente importante para o desenvolvimento intelectual e social, causando assim uma certa inquietação na sociedade. A prova disso é que existem alguns eventos culturais que acontecem por iniciativas “isoladas”, contando apenas com o apoio do poder público que ainda não encontrou o caminho do desenvolvimento, deixando de produzir diversas politicas públicas de incentivo cultural para os artistas locais.
Segundo informações cedidas no momento da cerimônia, será apresentado um Projeto de Lei cujo objetivo principal é estabelecer o dia 19/06, como o dia Municipal da Cultura.
Ainda segundo informação de Rafael Bonfim, o evento será dado continuidade nos próximos anos onde a tendencia será fortalecer ainda mais a iniciativa, trazendo assim uma maior participação e interação da sociedade Monte-alegrense.
  Izaque Vieira  Izaque Vieira, formado em Letras pela UNIT (Universidade Tiradentes); Pós Graduado em Letras pela Faculdade Pio-X; Licenciado em Ciências Biológicas (Universidade Integrada de Araguatins - FAIARA), Membro fundador da ALAS (Academia Literária do Amplo Sertão Sergipano); Membro Fundador da Banda Sertão Roots.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

6º Encontro de Escritores Canindeenses & Convidados


O poema Sertão Colônia, marca a quinta participação do Poeta Marcos Antônio Lima na sexta Antologia de Escritores Canindeenses & Convidados.

Quão bela és, oh! Santa Brígida
É nesta Serra, neste cantinho facundo
Denominado sertão,
Onde o meu ser flameja oriundo.

Coadunado aos Santabrigidenses
Guerreiros e divertidos
Residentes em solo apológico e sofrido,
Mas êta solo amado e querido!

É aqui que a alvorada entoa seu esplendor
E prever o plenilúnio
Ao final de um lusco – fusco
Recheado de deidade de múltipla cor.

Lugar de Colônia sertaneja
De um povo feliz que peleja
O sertão adornar.

Quão frutíferas és, oh! Colônia
De palmeira Oricuri
De umbuzeiro florido
Deste fruto levemente azedo
Este inócuo umbu cajá.

Um jardim de orquídeas
Recôndito e rupestre
De mulher flor morenas e galegas
Junto à árvore sagrada do Sertão
De encanto palaciegas.

Aqui exala aragem do amanhecer
Onde gingam as majestáticas cabrochas
Que têm olhar manhoso
A flutuar no amalgamar das nuvens
Feito anjo dengoso.

Aqui sinto emergir o impávido viver que aflora
E deixo fluir o atilado destino
Reestruturado no amor, no acalanto sem arreio nem espora,
Antagônico ao adormecido acipitrino de outrora.
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Marcos Antônio Lima






Destaque

Desabafo