terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

DE GAMELEIRA À COLÔNIA, UMA SAGA NORDESTINA.


PREFÁCIO
Por Professor José Batista Lima.

UM LIVRO E MUITAS HISTÓRIAS

Sentir-me honrado com o convite do escritor, poeta, cronista e membro correspondente da ALPA (Academia de Letras de Paulo Afonso) Marcos Antônio Lima, para apresentar sua obra: “De Gameleira a Colônia”, Uma saga nordestina. Um típico romance regional que nos guia pelas veredas da nossa própria história. História de nosso povo, de uma gente sertaneja que marcaram a seu tempo e a seu modo um período de vida singular e plural ao mesmo tempo, e que nos registros de seus exemplos e costumes deram ao povo uma luz que hoje ilumina Colônia, Bandeira e Santa Cruz.
O homem traz em seu interior o poder dado pelo supremo; poderoso Deus, o dom da sabedoria e a essência de oportunizar o próximo, com conhecimento que talvez fora esquecido ou nunca visto pela sociedade contemporânea. Vivemos no momento de urgência, de ansiedade e de rapidez, que embora tenhamos construído um passado marcante não atentamos a entender de onde viemos, onde estamos e onde iremos. É triste pensar que mentes humanas delete de sua vida, a originalidade. Ao contrário deste livro que fala de vidas que nascem, vivem, crescem, reproduzem e se transformam dando significados, a criação, a novas gerações para a formação de uma nova sociedade, coberta de costumes, religiosidade, política e cultura.

O autor Macpot com sua inesgotável vontade de resgatar e fazer conhecer a vida de quem contribuiu com nossa comunidade, não mediu esforço de registrar em sete capítulos a trajetórias de senhores e senhoras, guerreiros e guerreiras que fizeram deste nosso torrão sertanejo um lugar gostoso de viver, A GAMELEIRA. Que com as influências e colaboração de pessoas de caráter, agricultores e políticos conseguiram a alavancar o progresso e conquistas desta terra. Hoje, A COLÔNIA. Que por sua vez é o setor histórico e marcante do município de Santa Brígida, no estado da Bahia, região nordeste do país; dividindo suas ações com comunidades circunvizinhas. Quando pessoas como essas dedicam-se a registrar fatos que engrandece um povo, temos a certeza que em sua alma ditosa de planos e desejos é também conhecer melhor o lugar de gente querida, ordeira e hospitaleira.

A obra: “DE GAMELEIRA À COLÔNIA” trilha caminhos importantes e significados com linguagens clara e simples, um romance de autoconhecimento histórico cultural e geográfico, deixando visivelmente o desejo de sertanejos que em seus paradeiros construíram uma história de luta, de busca e progresso como mostra o autor em seus principais personagens: Apolinário Domingos Neto, Pedro Batista da Silva, Zenor Pereira Teixeira, Zé Vigário, Mané de Dão, entre outros. A contribuição e a vida de cada um deles é que marca a importância na construção de nossas comunidades. De Mariana, em Pernambuco, subindo ao Alto do Chicão até os lotes da famosa Colônia, na Bahia, o acontecimento através da investigação e pesquisa  foi registrada magnificamente  por centenas de atos e movimentos populares fantásticos que abrilhantaram o enredo; A família, Agricultura, Religiosidade Cultural, Crenças e Crendices que entre os mitos e as verdades deram ênfase a origem e o desfecho do romance, o mesmo que em nossa memória faz uma visita soberana, deixando um legado de conhecimento e luta, na existência de um povo místico que em sua coragem e bondade traduziu o sofrimento do nordeste em um horizonte de possibilidades e expectativas   de vida futura, não só para seus familiares mas para aqueles que desejavam permanecer nesse lugar.

Não foi a falta de chuva em nossa região que o fez desistir, mas a parceria de pessoas inteligentes e conhecedoras do processo vital que se encorajaram desatando o nó das mãos de muitos para prosseguir em busca do bem mais precioso e eficaz, dias de vida melhor.

O conteúdo deste livro deriva de uma memória incomparável, uma viagem ao tempo em uma geometria com ângulos e traços paralelos num mundo cruel até uma circunferência aparentemente confortável aos olhos dos homens. Você só perceberá o tamanho da sabedoria e inteligência de Marcos Antônio Lima ao escrever este romance, destacando os prediletos assuntos, depois que mergulhar na leitura calma e serena de cada capítulo. O desejo é que cada gota de conhecimento escorra de maneira saudável e agradável a quem nos rodeiam, e na passarela da vida possamos entender que a vida é um córrego que em constante movimento leva o amor, a esperança e o futuro traduzidos em palavras; que não sejam mágicas nem fantásticas, mas que brilhe nas mentes de um povo que busca valorizar a história e a cultura local. Isso é que nos fazem homens e mulheres de fé e sabedoria.



Prof: José Batista

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Lançamento!

https://www.clubedeautores.com.br/livro/de-gameleira-a-colonia-2#.XFWrdlVKjIU



Sinopse

       Foi no árido cenário do Distrito de Mariana, “um grão de areia” na vastidão do sertão pernambucano onde foi acesa a centelha dessa história...
– Corre que o menino tá nascendo – Gritou dona Estelita em meio à balbúrdia que antecede ao parto. As “lamparinas do sertão”, como eram conhecidas as parteiras da época. Ali, naquele dia 16 de julho de 1922 nascia Apolinário Domingos Neto, um “cafuzo”, descendente de índio com negro, Filho de Manoel Domingos da Silva, e de Dona Maria Paulina de Jesus, Apolinário significa “consagrado a Apolo” e Domingos “o que pertence ao senhor”, o Neto herdou da descendência do avô.
Ainda muito pequenino Apolinário fora abandonado pela mãe, e passou a ser criado à base de leite de cabra, pela avó materna. Mal sabia Dona Maria Paulina que aquele garoto estava predestinado pelo condão, a ser o grande e carismático líder dos gameleiros, e braço direito do “misterioso” Curador Pedro Batista. Um Conselheiro andarilho que pregava o bem e expulsava o mal, chegando a ser comparado com a própria encarnação do Padre Cícero. O encontro de Apolinário com o beato mudou completamente o rumo de seu destino.
Aquele Curador demonstrava ser um homem santo, que conseguia colocar a chama da fé, incrustada em todos aqueles que o cercava, provando para os romeiros, através dos milagres que realizava ser ele uma pessoa de Deus. A religiosidade romeira sempre fora muito explicita nos sertões, e Apolinário Domingos Neto, um cafuzo pernambucano numa terra inexplorada e completamente bravia, onde o perigo parecia estar de tocaia detrás de uma árvore.


Destaque

Desabafo