segunda-feira, 6 de abril de 2020

Desabafo


O meu amor não conhece
O sibilar do bom senso,
Assim como o bom senso
Não a conhece.

Ao meu amor, eu vos digo;
Faça eu o que fizer;
Nem que amalgame o universo
Ente os meus dedos...

Mesmo que tenha
Estrelas no céu da boca,
Para os seus lábios beijar,
Nunca seria o bastante.

Ame eu o quanto te amar;
Mesmo que proliferem flores
Em meu destro jardim coração...

Nunca seriam suficientes;
Então me diga amor meu;
Valho a pena...
Amar-me?


Marcos Antônio Lima

terça-feira, 31 de março de 2020

AVENTUREIROS




Somos pequenos aventureiros,
Que viajamos no mundo da imaginação,
Sempre lendo livros novos,
Com muita dedicação.

Nosso grupo faz leitura,
Com total desenvoltura,
Criando nossos poemas,
Com alegria e cultura.

Faça parte desse grupo,
Tão importante ele é,
Com apoia da tia Lúcia,
Grandioso ele é.

Stefany Lohane

segunda-feira, 30 de março de 2020

Sonhado acordado




No leito, pela fresta da telha
Eu a observar as estrelas
Sentindo a paixão arder no peito
Mesmo quando de longe, posso vê-la.

E constatar o quanto és linda e sublime
Havia um fulgor deferente em seu olhar
Aquele brilho de quem ama, e não quer amar
Desconhecendo que só o amor redime.

Talvez, um dia qualquer
Num lampejo de coragem
Eu me declare para essa mulher.

Ao pé do ouvido perguntarei: meu bem me querer?
Tomarei seus lábios como sol toma a aragem
E quem sabe ela me ame no alvorecer?

Marcos Antônio Lima

De Gameleira à Colônia, Uma saga nordestina.


De Gameleira à Colônia 
Uma saga nordestina 
Autor:
 Marcos Antônio Lima 

Sinopse:

Foi no árido cenário do Distrito de Mariana, “um grão de areia” na vastidão do sertão pernambucano onde foi acesa a centelha dessa história... – Corre que o menino tá nascendo – Gritou dona Estelita em meio à balbúrdia que antecede ao parto. As “lamparinas do sertão”, como eram conhecidas as parteiras da época. Ali, naquele dia 16 de julho de 1922 nascia Apolinário Domingos Neto, um “cafuzo”, descendente de índio com negro, Filho de Manoel Domingos da Silva, e de Dona Maria Paulina de Jesus, Apolinário significa “consagrado a Apolo” e Domingos “o que pertence ao senhor”, o Neto herdou da descendência do avô. Ainda muito pequenino Apolinário fora abandonado pela mãe, e passou a ser criado à base de leite de cabra, pela avó materna. Mal sabia Dona Maria Paulina que aquele garoto estava predestinado pelo condão, a ser o grande e carismático líder dos gameleiros, e braço direito do “misterioso” Curador Pedro Batista. Um Conselheiro andarilho que pregava o bem e expulsava o mal, chegando a ser comparado com a própria encarnação do Padre Cícero. O encontro de Apolinário com o beato mudou completamente o rumo de seu destino. Aquele Curador demonstrava ser um homem santo, que conseguia colocar a chama da fé, incrustada em todos aqueles que o cercava, provando para os romeiros, através dos milagres que realizava ser ele uma pessoa de Deus. A religiosidade romeira sempre fora muito explicita nos sertões, e Apolinário Domingos Neto, um cafuzo pernambucano numa terra inexplorada e completamente bravia, onde o perigo parecia estar de tocaia detrás de uma árvore.




Vem aí... IIº Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados.


Vem aí, o IIº Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados. As inscrições serão abertas em junho. AGUARDEM! 

domingo, 8 de março de 2020

Marias



Hã vida minha...
Que respira no fôlego das letras
Em  minhas narinas de augure.
Inalando a fragrância do amor exposto
Em prateleiras de cristais,
Dos amores prepostos,
Na candura de Maria.

Hã candura minha...
És impávida e efêmera.
Condizente ao sereno amor vertente
Nas cascatas azuis reluzentes,
No fulgor dos olhos de Maria.

Hã Marias minhas...
Hei de poder ouvir um pouco mais
O seu cantarolar sussurrante
A fertilizar a linha do pensamento
Aflorando o sentimento de á vida poetizar.

Há vida minha...
Hei de sentir por, mas tempo.
O sibilar dos ventos,
Nas folhas das árvores a farfalhar.
Hei de vislumbrar nas alvoradas de brisa
A beleza estonteante de Maria.

Há vida minha. Prometo que antes de partir,
As minhas Marias sempre hei de amar.
Deixando intocável o meu sorrir,
Perfumando de carme o meu sonhar.

Elas, Marias permanecerão fúlvida
Nos versos do onírico poeta.
Quão densas, quanto angelicais.
Retratando o idílico amor colibri,
Das Marias dos meus reversos imortais.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

FESTA LITERÁRIA EM PORTO DA FOLHA – SERGIPE


  No crepúsculo do dia 15 de Fevereiro/2020, quando saímos da terra do fidalgo português Manoel de Souza, e do Beato Pedro Batista e de Madrinha Dodô, Santa Brígida na Bahia, e seguimos rumo a cidade de Porto da Folha em Sergipe, o sol começava a pincelar com seus tons violáceos, o firmamento cinzento. Depois que as lágrimas de Deus banharam seu torrão, tornando-o solo fértil, o sertão havia se vestido de verde.  


  Dentro de um ônibus escolar, gentilmente cedido pelo Secretário Municipal de Educação de Santa Brígida: Edson Manoel, jovens talentos embaraçaram levando a sua arte e sonhos. Uns, atores e atrizes, adolescentes do grupo de Teatro da Escola Municipal Pedro Batista, conduzidos pelas magnânimas professoras e escritoras: Maria de Lourdes (coordenadora pedagógica Municipal) e Lúcia Professora. Esses jovens talentos das artes cênicas foram com o intuito de apresentar, e apresentaram sublimemente bem, a peça teatral O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna.





  Outros, escritores e escritoras mirins proliferados dos Projetos de Leitura: Luz do Aprender, da Escola Municipal Vereador João Bosco Ribeiro, coordenado pela Prof.ª. Carmem Silva, Leitura em Movimento, O Universo Mágico do Conhecimento (Secretaria de Educação de Santa Brígida) e Os Aventureiros da Leitura, da Escola Municipal Manoel Nascimento Neto, coordenado pela bibliotecária e poetisa: Lúcia Nascimento, e tem o apoio da Academia de Letras de Paulo Afonso (ALPA).





  Ainda compuseram esse grande time de fomentadores literários (as), a poetisa Patrícia Santos (Paulo Afonso), o Profº. E Poeta; Alex Xela (Paulo Afonso), o jovem poeta Jhonatas Magalhães (Santa Brígida), o jornalista J. Negrito do Site Se Liga na Música (Paulo Afonso), Maiara Santos (Santa Brígida), e o escritor Marcos Antônio Lima (Membro Fundador da Academia Literária do Amplo Sertão Sergipano – ALAS –  e Membro Correspondente da Academia de Letras de Paulo Afonso – ALPA). 

Patrícia Santos - Lúcia Nascimento - Carmem Silva

Lúcia Professora - Marcos Antônio Lima - Alex Xela - Jhonatas Magalhães

J. Negrito

  Ao chegarmos na aconchegante cidade de Porto da Folha fomos gentilmente recepcionados pelo anfitrião do Iº Encontro de Escritores & Leitores Portofolhenses e Convidados, escritor e acadêmico da ALAS, o confrade Idenilson Albuquerque. Após subirmos os degraus que dava acesso ao auditório, muito bem ornamentado, digno do glamour dos encontros literários, fomos convidados a degustar do delicioso café da culinária sergipana. Nesse ínterim, eis que veio até nós, quão exuberante quanto a própria poesia, a poetisa: Carla Daniely, uma das organizadoras do evento juntamente com a amabilíssima bibliotecária Meire Feitas.


Carla Daniely - Marcos Antônio Lima

Meire Freitas - Marcos Antônio Lima - Idenilson Albuquerque

  Grandes intelectos e fomentadores das letras se fizeram presentes, dentre eles, os confrades: Domingos Pascoal da Academia Sergipana de Letras, e grande semeador literário; Tinho Santana – Presidente da Academia Canindeense de Letras e Artes (ACLAS) e propulsor dos encontros municipais; As cordelistas Salete e Emilly, Prof. Uberlange – Presidente da Academia Literária do Amplo Sertão Sergipano (ALAS); Prof. Carlos Alexandre da Academia Gloriense de Letras (AGL), além dos confrades Dr. Edson Alexandre, Padre Antônio, Poeta Vavá e das confreiras Marcia Fernanda, Leunira Batista e Lenaura Feitosa, todos (as) da ALAS. 

Meire - Carla - Domingos Pascoal - Idenilson

Tinho Santana
Cordelista Salete

Cordelista Emilly Barreto

Leunira Batista - Lenaura Feitosa - Poeta Vavá - Uberlange - Marcia Fernanda
ALAS - Academia Literária do Amplo Sertão Sergipano

Padre Antônio - Dr. Edson Alexandre
(ALAS)
Professor Carlos Alexandre - AGL
Academia Gloriense de Letras

  Além de escritores e escritoras Porto-Folhenses, estiveram presentes os jovens escritores da Academia de Letras Estudantil de Japoatã – ALEJ, Academia Japoatanense de Letras e Artes – AJLA, Juventude Estudantil  de Águas Belas – PE, Academia de Letras Estudantil de Sergipe – ALESE, e escritores, e escritoras de Sergipe, Pernambuco, Alagoas e Bahia, sendo essa última representada pela Academia de Letras de Paulo Afonso – ALPA, Secretaria Municipal de Educação de Santa Brígida, e escritores, e escritoras de Paulo Afonso.





Lúcia - Marcos - Maria de Lourdes (Coordenadora Pedagógica - Santa Brígida - BA)

  Assim, podemos dizer que o Iº Encontro de Escritores e Leitores Portofolhenses e Convidados, como já era esperado desde a sua fundação, foi um grande e magnânimo sucesso, que incluiu em sua composição, os mais variados gêneros literários: poesias, crônicas, contos e cordéis. Onde sonhadores (as) deram asas aos seus sonhos e pousaram na infinita e bela realidade do universo das letras. E como forma de estimular aos fomentadores (as) literário (as), foi entregue pela amabilidade da Comissão Organizadora composta por: Idenilson Albuquerque (ALAS), Carla Daniely (Poetisa) e Meire Freitas (Bibliotecária), o 1º Prêmio Literário “Os Desbravadores do Sertão”.









  Vida longa à cultura e sua diversidade literária, vida longa ao Encontro de Escritores & Leitores Portofolhenses e Convidados. Parabéns a todos e todas que fizeram desse belíssimo evento, uma verdadeira festa de cultivo as letras.



Marcos Antônio Lima

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Navegando





O fusco brilho do farol
Que remete ao quão distante é observado
Luneta quebrada, barco à deriva, naufragado
Marinheiro, por vezes perdido em mapas
De certo nos sete mares
Saudade de casa, do gélido rum
De sabor acentuado, amargo

Tempo fluido, finito contido na infinidade
Posto que não há relógio que mensure a eternidade
A qual ampulheta desvanece os grãos do passado
Saudosos afagos, à vista do crepúsculo avermelhado
Nada obstante, cântico das sereias longínquo

Aos corvos, a quem admitem mau presságio
Oráculos, não previram os monstros marinhos, tampouco as lágrimas
Prantos que recaem, assolam as embarcações, jaziam exilados
Direção, tão pouco revelada, bússola perdida
Nas profundezas do mar gelado

O vento já não sopra minhas velas
Correntes, tempestuosas, intensas
Um segredo vos digo:  o mar as vezes chora
Ouço suas lamúrias nas lúgubres madrugadas
Quando o mar o chamar
Dê a honra de uma última dança
Relembrando assim os velhos tempos

Autor: Jhonatas Magalhães

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Jardim de Árida Poesia


SONETO DE REFLEXÃO

Preciso saber quem sou
Buscando nas aflições sofridas
Degustando das Saudades sentidas
O sonho do coração que sonhou

Se no caminho eu te encontrar
Não ficarei surpreso, pois reconheço.
Que guardo por ti, um baú de apreço,
O qual não fui permitido entregar

Sei que sou fiel aos ensinamentos
Aos quais dediquei toda a atenção
Sempre nutrindo pueril sentimento

Enfatizando ao amor perene sorte
Na melhor forma brotada no coração
Seja nesta vida ou após a morte.

PONTOS DE VENDAS.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2020



Dueto Poético, Nas águas da cachoeira

Lançamento em breve, aguardem!


É uma parceria do poeta e Imortal da Academia de Letras de Paulo Afonso: Marcos Antônio Lima, com a jovem poetisa Stefane Lohame, integrante dos Aventureiros da Leitura.



Sinto-me com as estrelas no céu a bailar
Feito, criança — verde que brinca à beira-mar
Sem sentir esse medo do perigo.... Que é amar.

Quão bom é estar contigo
Em teus braços afáveis feito nuvens de algodão
Neles encontro o meu recôncavo, o meu abrigo
Ouvindo o amor assoviar uma linda canção.

Então, amor meu, mantenha a paz de teu sorriso
Impregnando de felicidade o meu riso,
Fazendo gargalhar as flores-da-paixão.

E quando me beijar, beije-me ardentemente!
Até tirar-me o fôlego.
Mesmo que seja em um beijo único,
Mas, de amor eterno.

Marcos Antônio Lima




Folclore brasileiro


Vem chegando o folclore
Cheio de lendas e cantos
Cheio de felicidades nos goles
De alegria e de encantos.

Já as lendas do folclore
Trazem muitas curiosidades
Criando muita cultura
Usando só criatividade
E muita festividade.

E as cantigas
Sempre em nossas famílias
Sempre cantamos as rimas
Sejamos mocinhas e rapazes
Nos deixando sempre felizes.

O grandioso folclore brasileiro
Cultura popular ele é
Tem mula sem cabeça no terreiro
Curupira e negro de um só pé
Tem muita arte, pois fábula ele é
E deve ser por todos aplaudido de pé.


Stefany Lohane.




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Desabafo