Vem aí... Dueto Poético

Vem aí... Dueto Poético
Vem aí... Dueto Poético, por: Marcos Antônio Lima & Stefane Lohane. Aguardem!

A importância das Academias de Letras.


Esta cumpre seja sempre fecundada, sobretudo, quando o contexto histórico endeusa a ciência. Esta deificação é visível neste início de milênio quando o cientismo, mais do que nunca, quer ser a chave mágica para solução de todas as questões, pretendendo resolver todos os reais problemas da humanidade. Apresenta-se ele como suficiente para satisfazer todas as necessidades legítimas do ser pensante. Este, entretanto, é um microcosmo que ontologicamente possui uma alma que informa um corpo e um corpo que é informado pela alma. Eis por que a cultura lhe é quididativa, dado que ela visa todo o conjunto da existência social, desde os aspectos tecnológicos e as organizações institucionais até as formas de expressão da vida do espírito, considerando a totalidade como uma ordem de valores que dá qualidade humana à sociedade.
A cultura vivida, como bem a conceituou Ralph Linton, compreende a totalidade dos desempenhos dos membros de uma comunidade na medida em que esses procedimentos são apreendidos e partilhados. Aí precisamente entra o papel da literatura como um dos agentes mais influentes. Com efeito, o literato tem uma capacidade inata de apreensão das situações humanas e sua sintonia com o comportamento dos cidadãos o leva reter nos seus escritos toda uma gama de fatos, ações e reações que sintetizam um momento histórico e a maneira de ser das pessoas nas suas manifestações conjunturais.
Ora, nas Academias de Letras o estudo apurado dos grandes escritores firma a memória nacional e leva ao culto sagrado da língua pátria, refletindo a realidade original própria de um povo e de uma época.
Nas Academias de Letras borbulha em toda a sua pujança o humanismo, revelando aspectos do sentido da vida, da significação do mundo. De todas as formas de arte a literatura é a mais próxima do cotidiano das pessoas.
É de se notar, porém, que a herança cultural é um bem exterior que é transmitido por sucessão. Tudo que uma geração deixa é comunicado à geração seguinte e a literatura é, sem dúvida, um dos veículos mais prestimosos para esta veiculação.
Toda sociedade tem como que uma densidade histórica que manifesta no presente a experiência cumulada do passado. As estruturas, as instituições, certos valores são realidade que duram para além das gerações e isto esplende nas obras daqueles que são cultuados nas Academias de Letras.
Estas são as guardiãs por excelência do patrimônio cultural que se recebe simultaneamente por tradição e por transmissão voluntária e que constitui a transmissão de toda a cultura passada na cultura presente.
Tanto isto é verdade que os próprios historiadores reconhecem a importância capital das pistas que os literatos semeiam através de seus escritos, abordando o modo de ser característico de tempos passados dentro de um determinado progresso alcançado pelas vias do desenvolvimento científico.
De fato, uma sociedade qualquer que ela seja, exprime-se e realiza-se através de sua cultura, ou seja, do conjunto de características humanas que não são inatas, e que se criam e se preservam ou aprimoram por intermédio da comunicação e cooperação entre indivíduos em sociedade.
Constitui a cultura como que uma ambiência, um sistema de referência que modela as condutas e hierarquiza os juízos de valor em função das normas, princípios ou padrões sociais que nela são privilegiados.
O literato através de sua intuição artística tem esta aptidão de captar as respostas dos membros de uma sociedade dada a uma situação ocasionada, esboçando novos caminhos. Ele apreende com facilidade o sentido interno da mudança que se opera no mundo e este dom é tanto mais valioso quanto é visível o fenômeno da aceleração da história. É que o autêntico escritor vive em plenitude cada momento existencial. A escritura profunda, culta e atual, vinda da pena de intelectuais repletos de inspirações admiráveis, é jóia preciosa.
Daí o influxo dos mais variados gêneros literários que são as várias formas de trabalhar a linguagem, de registrar a história, fazendo com que essa linguagem seja um instrumento de conexão entre os diversos contextos literários que estão dispersos numa nação e no contexto mundial.
Dotado de uma percepção aguçada, o escritor capta a realidade através de seus sentimentos. Explora as possibilidades lingüísticas e as manifesta no nível semântico, fonético e sintático, sempre retratando o ser humano nas suas mais variadas expressões. É testemunho de sua época. Os “saberes locais” são apreendidos nas malhas metafóricas dos textos literários
O literato tem o condão de idealizar o concreto e de concretizar o abstrato e daí o fascínio que exerce sobre os leitores, mimoseando-os com a fruição estética.
Há, por tudo isto que está sendo aqui exposto, um liame profundo entre a memória e o espírito das Academias que preservam a lembrança do passado e criam o que será a memória do futuro. Deste modo ficam preservados os substratos culturais implícitos na dimensão simbólica e alegórica da linguagem literária.
É que a língua é testemunho vivo da vida de um povo e pelas suas raízes, pela sua evolução, pelo significado dos vocábulos, se torna a vinculação entre as gerações. A palavra concretisa o pensamento, corporisa a idéia, traslada a natureza, compendia o universo, mas quem atinge o clímax desta realidade é o literato que possui o talismã de um mago.
Aí está também motivo pelo qual as Academias apresentam os melhores dicionários em cada nação, conservando em seus acervos os glossários de prístinas eras que retêm uma riqueza lingüística inestimável. Quantas palavras que caem no desuso e reaparecem depois com todo o vigor. A língua sendo um organismo vivo e as palavras suas células, se é verdade que sua renovação obstaculiza sua morte, a ressurreição de muitas palavras se torna, por isso mesmo, um fenômeno natural. Estas ao serem revividas nas Academias não torna quem as emprega pernóstico ou “démodé”. A subtileza da criação literária exige, de fato, que muitos termos por vezes, sejam buscados no baú de um rico passado, mormente pelos contistas.
As Academias, além disto, combatem com eficiência as transgressões que conduzem ao desdém da gramática, do vocabulário e da ortografia.
No século XXI cabe às Academias velar pelo valor dos livros impressos e impedir que os recursos da internet levem de roldão o valor inestimável das Bibliotecas.
Neste aspecto, como sói acontecer em todas as Academias, ao se conservar as obras dos acadêmicos, perpetuam não apenas sua memória, mas ainda preservam obras eruditas, obstaculizando que sejam lançadas no total esquecimento, empobrecendo a literatura local.
O literato descreve um mundo interior onde nascem as mais pulcras construções do espírito, bem diferente do cientista que orienta seu espírito para a descrição do mundo exterior que lhe cabe perscrutar.
Cabe ao literato desenvolver temas harmônicos, associações maravilhosas de palavras. Ele se lança num mundo de aventuras criadoras que levam ao prazer estético inenarrável o qual ultrapassa o mundo visível, ainda que as imagens sejam tiradas do mesmo.
Neste início do século XXI é grande o papel das Academias de Letras para vencer o individualismo, o liberalismo e o pernicioso relativismo. Neste mundo agitado os acadêmicos pela sua serenidade, pela sua liberdade de expressão, pela confiança que inspiram no porvir, podem e devem ser os defensores da verdade expressa com os esplendores que só a literatura confere à comunicação daquele que ultrapassa o tempo, penetra a eternidade para em seguida iluminar este mundo.
Donde ser característica de uma Academia de Letras uma atividade cultural contínua, pluridisciplinar, contando com a participação perseverante dos acadêmicos não apenas com seus trabalhos publicados nas Revistas destes sodalícios, mas também nos debates culturais programados, prestigiando as conferências anunciadas.
O lema deverá ser sempre este: não estar acadêmico, mas ser acadêmico, cônscio da importância da difusão da cultura em geral.
Motor, realmente, do desenvolvimento da cultura local e regional a Academia de Letras é sempre a sentinela avançada da intelectualidade que faroliza belos horizontes, um referencial do melhor da verdadeira cultura de um povo.
Fazem parte de uma rede cultural de qualidade que não pode falhar.
O futuro de uma Academia depende muito, contudo, de seu dinamismo de sua capacidade de se adaptar .
Tradição, modernidade, adaptação e evolução devem nortear os destinos destes sodalícios. Quando as sinergias e os trabalhos levados à frente são favorecidos, então uma Academia de Letras está revigorada e capacitada a espalhar benefícios culturais por toda parte onde pode e deve exercer sua influência.
Isto é tanto mais imperativo quando o cinema e a própria televisão têm procurado, eles também, divulgar as obras literárias.
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Ainda no mês de abril último a Tv Cultura passou a apresentar uma série com 13 episódios e em cada um deles uma obra literária nacional é abordada. Segundo o Diretor Rafael Gomes, o objetivo é instigar os jovens a ler a obra citada para que eles percebam que aquele livro não está muito distante do seu universo juvenil.
Por certo as Academias de Letras locais serão procuradas e poderão ampliar ainda mais o interesse por esses clássicos, cujas obras têm sido, outrossim, aproveitadas em novelas que se celebrizaram mundo afora.
Adite-se que tais sodalícios promovem, outrossim, concursos literários, exposições, eventos estudantis e outros, que se tornam um reforço de valia inestimável para os estudantes de todos os níveis. Com essa atividade, conseguem suscitar na juventude vocações para a cultura, e a cultura é imprescindível para a pujança intelectual do Brasil.
Tudo isto patenteia a atualidade das Academias de Letras e o centenário da renomada Academia Paulista de Letras há de fortalecer ainda mais o empenho dos literatos em prestigiar suas associações que contam sempre com sua dedicação, seu prestígio e seu talento literário!


TEXTO
Prof. Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*

* Professor e Membro da Academia Mineira de Letras – Cadeira 12
www.homenet.com.br/vidigal

vidigal@homenet.com.br


Dueto Poético, Nas águas da cachoeira

Lançamento em breve, aguardem!


É uma parceria do poeta e Imortal da Academia de Letras de Paulo Afonso: Marcos Antônio Lima, com a jovem poetisa Stefane Lohame, integrante dos Aventureiros da Leitura.



Sinto-me com as estrelas no céu a bailar
Feito, criança — verde que brinca à beira-mar
Sem sentir esse medo do perigo.... Que é amar.

Quão bom é estar contigo
Em teus braços afáveis feito nuvens de algodão
Neles encontro o meu recôncavo, o meu abrigo
Ouvindo o amor assoviar uma linda canção.

Então, amor meu, mantenha a paz de teu sorriso
Impregnando de felicidade o meu riso,
Fazendo gargalhar as flores-da-paixão.

E quando me beijar, beije-me ardentemente!
Até tirar-me o fôlego.
Mesmo que seja em um beijo único,
Mas, de amor eterno.

Marcos Antônio Lima




Folclore brasileiro


Vem chegando o folclore
Cheio de lendas e cantos
Cheio de felicidades nos goles
De alegria e de encantos.

Já as lendas do folclore
Trazem muitas curiosidades
Criando muita cultura
Usando só criatividade
E muita festividade.

E as cantigas
Sempre em nossas famílias
Sempre cantamos as rimas
Sejamos mocinhas e rapazes
Nos deixando sempre felizes.

O grandioso folclore brasileiro
Cultura popular ele é
Tem mula sem cabeça no terreiro
Curupira e negro de um só pé
Tem muita arte, pois fábula ele é
E deve ser por todos aplaudido de pé.


Stefany Lohane.




Os Aventureiros da Leitura Rompendo Fronteiras.


Sete Aventureiros da Leitura remanescente do I° Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados terão textos publicados na I Antologia do Encontro de Escritores e Leitores Portofolhenses & Convidados.

Alice Stefani Alves Bezerra é natural de Paulo Afonso-Ba. Estuda o 8º Ano na Escola Municipal Raimundo Medérico da Silva Toledo, no Bairro dos Rodoviários – Paulo Afonso. É integrante dos Aventureiros da Leitura II, coordenado por Lúcia Nascimento, e participante do Iº Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados: “Eu gosto muito de ler por que quando estou lendo me sinto dentro da história e amo escrever por que escrevendo eu posso criar tudo o que eu quiser, amo ler e escrever”.


Deborah Beatriz Pereira de Amorim é natural de Paulo Afonso – BA, onde nasceu aos 11/01/2009. Tem 10 anos e estuda na Escola SESC LER. É uma das integrantes dos Aventureiros da Leitura II – Coordenado por Lúcia Nascimento, e participante do Iº Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados: “Gosto de ler e escrever por que melhora minha coordenação motora, minha visão de vida além de me ajudar a ser uma pessoa paciente e prestativa”


Edelyn Crislane Nascimento Silva, é natural de Paulo Afonso – BA, tem 09 aninhos, estuda na Escola SESC LER onde cursa o 4º Ano, e tem como Professora Alciona da Silva Cerqueira Lima. É também integrande dos Aventureiros da Leitura II, coordenado por Lúcia Nascimento, e participante do Iº Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados: “Gosto de ler e escrever por que é muito bom viajar no mundo da imaginação, e com isso aprendo cada vez mais.” 


Leonardo Menezes da Silva, tem 12 anos,  é aluno da Escola Municipal Manoel Nascimento Neto, onde cursa o 7º Ano. Integrante do Grupo Aventureiros da Leitura, coordenado pela bibliotecária Lucia Nascimento, e participante do Iº Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados.: “Escrever, é para mim uma viagem deliciosa”. A sua madrinha Literária: a poetisa e Imortal da Academia de letras de Paulo Afonso: Marajana Araújo.


Maria das Dores de Paula Brandão é natural de Santa Brígida- BA. É aluna da Escola Manoel Nascimento Neto. Integrante dos Aventureiros da Leitura Coordenado por Lúcia Nascimento, e participante do Iº Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados:  “Gosto de ler e escrever por que  além de melhorar minha leitura também me ajuda a ficar mais comunicativa e criativa com as palavras!” 


Milena Carolaine, é natural de Paulo Afonso-BA. Estuda na Escola Municipal Raimundo Medérico da Silva Toledo. É integrante dos Aventureiro da Leitura II, coordenado por Lúcia Nascimento, e participante do Iº Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados: “Gosto de ler por que aprendo mais  e também tiro minhas dúvidas, a leitura me faz bem!”


Stefany Lohane do Nascimento Silva é natural de Osasco - São Paulo. Tem onze anos e é aluna da Escola SESC LER de Paulo Afonso, onde cursa o sexto ano. É integrante do grupo Os Aventureiros da Leitura, coordenado por Lúcia Nascimento, e participante do Iº Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados: “Me dedico à leitura para viver uma grande aventura”. 

Os Aventureiros da Leitura são liderados pela bibliotecária e Coordenadora do grupo: Lúcia Nascimento, que também participará da Antologia Portofolhense.


Maria Lúcia do Nascimento Feitoza nasceu em Paulo Afonso – BA, pertence a etnia Pankararú. É cursada em Técnica de Infraestrutura Escolar pela IFBA, e tem magistério incompleto. Cursa Pedagogia e, Extensão de Bibliotecomania. Lúcia é concursada como Auxiliar de Serviços Gerais desde 20 de março de 2002. Já foi merendeira e Auxiliar de Disciplina. Em setembro de 2007, devido a sáude debilitada foi readaptada a Biblioteca da Escola Municipal Manoel Nascimento Neto, onde permanece até hoje. Lúcia é também a idealizadora e coordenadora do Projeto Os Aventureiros da Leitura e tem participação no Iº Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados.

Imortal da Academia de Letras de Paulo Afonso Lançará Livro no CPAZINHO


Gorette Moreira lança livro de poesias no CPAZINHO, dia 20 de Dezembro

“Fragmentos de um ponto de partida”, reúne poemas de antes e de hoje e revela a Gorette Moreira, também, sempre, poetisa.

Maria Gorette Moreira que é conhecida como Secretária da Câmara, diretora da Unisa, vice-presidente da ALPA e muito mais, é a mesma Gorette Moreira, pedagoga, psicanalista clínica, bacharela em Direito, também poetisa, que resolveu reunir seus escritos aos que já havia produzido ainda em 1988 e lançá-los agora, no final de 2019, numa coletânea chamada “Fragmentos de um ponto de partida”.
O lançamento será no dia 20 de dezembro, às 19 horas e 30 minutos, no Cepeazinho (CPAZINHO) quando espera encontrar amigos, admiradores, curiosos que queiram conhecer melhor esta mulher poetisa e fazer com ela, através de seus poemas, uma viagem intensa até aonde levarem os seus sentimentos.
Maria Gorette Moreira é muito conhecida em Paulo Afonso em face de estar presente, atuando em renomadas instituições da cidade há muitas décadas, como a Câmara Municipal de Paulo Afonso onde tem sido frequentemente homenageada em reconhecimento ao seu trabalho sem muito eficiente como Secretária deste Poder Legislativo Municipal há algumas décadas.
Também preside a Associação Comercial de Paulo Afonso, com uma gestão muito elogiada e também é diretora da Unisa em Paulo Afonso, dentre outras muitas atividades que realiza.
A formação mais recente em Bacharel em Direito oferece a Gorette Moreira o suporte de que precisa para atuar nestas instituições sempre com grande sucesso.
Poucos talvez conheçam a atuação de Gorette Moreira na educação e na cultura da região, mas ela já foi Secretária de Educação do município de Santa Brígida, onde, como pedagoga, também foi professora muito querida.
O seu envolvimento com atividades culturais, “por paixão, mesmo”, como costuma dizer, remota ao fim do século passado quando se dedicou por inteira, ao lado de nomes como Luiz José, Sávio Mascarenhas, Nadja Monteiro, Ednaldo Júnior, Alcivandes Santana na difícil tarefa de levar a cultura, de um modo geral e a cultura literária em especial à comunidade paulofonsina e regional no movimento conhecido como Semana do Modernismo ou Exposição do Modernismo que funcionou durante 19 anos consecutivos e revelou vários escritores, poetas e poetisas.
E foi nesse tempo, “na Primavera de 1988, na 6ª Semana ou Exposição do Modernismo” que Gorette Moreira lançou o seu livro de poesias Fragmentos de um ponto de partida, uma produção quase artesanal.
Ao longo dos anos, a sua sensibilidade ia capturando nuances que só os poetas percebem à sua volta e outros poemas foram sendo escritos e guardados porque a veia poética da ex-aluna do Colégio Stella Maris, de Triunfo/PE, onde nasceu continua ativa e intensa.
Em 2017, Gorette Moreira foi convidada para fazer parte da Academia de Letras de Paulo Afonso e ali ocupa a Cadeira Nº 19, e ela escolheu como Patrono o jurista baiano Ruy Barbosa.
Despertou aí em Gorette a vontade de tornar público os sentimentos revelados nos seus poemas e tomou a decisão de reunir o conteúdo do seu livro quase artesanal de 1988 e acrescentar outras criações que compõem o Fragmentos de um Ponto de Partida em versão moderna, produzido no final do primeiro semestre de 2019.
Todos estão convidados para esse momento bem especial, com a fragrância da poesia no ar.

Fonte: Jornal Folha Sertaneja, por Anônio Galdino.

O NINHO DAS ÁGUIAS



Mais uma vez a magia se fez presente no ninho das águias literárias da Escola Municipal Manoel Nascimento Neto. Não foi por acaso, aliás, não seria o acaso uma obra manual de Deus? Pois, bem! Não foi por acaso que Lúcia Nascimento a fada da leitura extraiu de seu condão mágico, os mais garbosos versos do universo para incentivar crianças aventureiras da leitura a desembaralharem letra por letra e fazer poesia.

   Aqueles que outrora viajavam nas águas mansas dos rios da literatura, hora ou outra visitando as ilhas da sabedoria, aventura e ficção, aportando em um livro aqui, outro ali, hoje comandam o leme do barco conhecimento, se tornando almirantes de seu destino ao desembarcarem em capítulo próprio, na Antologia do Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados, ao receberem os seus certificados, uma espécie de B.O de suas excepcionais ações literárias, sentiram-se no apogeu da galáxia de letras.

   É bem verdade que cada estrela tem seu brilho e nome; Alânio, Alessandro, Amanda, Alice, Anelise, Ariel, Arthur, Ayrla, Claudemir, Davi, Deborah, Edvânio, Edelyn, Elayne, Elifelet, Gustavo, Gabriel, Jayane, Júlia, Juliana, Ketylin, Leonardo, Lucas, Manuela, Maria Alícia, Maria das Dores, Mariane, Messias, Mirela, Milena, Nayara, e Stefany Lohane, no entanto, há muito mais beleza no fulgor da constelação, em especial, a constelação denominada de Aventureiros da Leitura.

   A mesa apreciadora foi composta por homens e mulheres que fazem das letras e da pedagogia, o ar que respiram. A estola dourada ornamentava o busto dos membros da Academia de Letras de Paulo Afonso, comandada pelo menestrel: Profº. Antônio Galdino e sua fiel escudeira, a poetisa Marajana Araújo. João de Sousa Lima (Historiador e Presidente do IGH de Paulo Afonso) e Marcos Antônio Lima, escritor e poeta que dividiu a organização do Iº Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados, com o também poeta Mário Moura e Marivônia Marques, Secretária de Cultura e Turismos de Santa Brígida completavam a equipe da ALPA.

   Entre as testemunhas de elevado teor literário e pedagógico, estavam as belíssimas morenas de sorriso largo e coração quente: Almira, Vice-Diretora, e Bel Anjos, um verdadeiro anjo que faz jus ao sobrenome, e Ronaldo Pankararú Coordenadores Pedagógicos, as Professoras: Maria Aparecida Alves de Lima e Rozimeire Pereira da Silva, todos os educadores e educadoras do Manoel Nascimento, contamos com a presença do jovem Rafael Teixeira Lima da Escola Municipal Raimundo Medérico da Silva Toledo, além da simpatiquíssima Valquíria Bezerra Nascimento do Sesc Ler, pois, ler é uma necessidade.

   O amabilíssimo Flávio Motta, Vice-presidente do IGH, e o magnânimo poeta Rogério Xavier que também foi o Mestre de Cerimônia, personalidades ilustres da arte da escrita e da cultura em geral foram registradas através das lentes d’alma do fotógrafo J. Negrito, e estavam ali para render homenagens e aplaudir aos jovens talentos denominados de Aventureiros da Leitura. Eis que, um a um, aqueles adolescentes foram recebendo seu   Título de Escritor. Cada qual com um tipo de brilho no olhar, um diferente do outro, mais de felicidade explícita. Eram retinas da alma que arregaladas, semi-serradas, ou mesmo tímidas vislumbravam o momento, e degustavam com os olhos marejados de água cristalina, tornando-o único e imortal como o tempo.





















Culminância do Projeto Leitura Luz do Aprender.


As barreiras do tempo são mesmo fascinantes, tanto quando a criação do universo. Algum tempo atrás, testemunhei um jovem sonhador rabiscar seus escritos e guardar por dezesseis anos no abismo de uma gaveta empoeirada.

Trinta e cinco anos depois ele se via ali, naquela manhã de 4 de dezembro, adentrando no auditório da Escola Municipal Vereador João Bosco Ribeiro: “que mais parecia um jardim florido pelas mais diversas flores, das mais raras pétalas estudantis”, e pode senti o clima de afável refrescância literária acariciar-lhe a face.

Tão logo se deparou com uma das personificações de cultivo as letras, percebeu que de seus canteiros brotavam contos e fábulas. Tendo ela, os seus cabelos longos e dourado quanto ouro a fazer contraste com seu sorriso fúlgido quanto o sol. Essa exuberância era perceptível na silhueta escarlate de Carmem, a professora anfitriã.

E para tornar o ambiente ainda mais resplandecente que as estrelas, adentraram o hall das luzes dos saberes, as elegantérimas confreiras da Academia de Letras de Paulo Afonso, e Madrinhas do Projeto: Socorro Araújo e Socorro Mendonça, dois anjos de luz disfarçada de poetisas, a iluminar as alamedas da ALPA e nos causar êxtase literário.

Pouco depois, eis que surge a Fada da Leitura Lúcia Nascimento, acompanhada de seus fabulosos duendes devoradores de livros… Os Aventureiros da Leitura. Pronto! O ambiente estava propício à culminância do Projeto Luz do Aprender. Pois, a Coordenadora, Prof.ª. Carmem e suas Professoras Colaboradoras: Suely, Célia, Iraneide e Mila (Monteiro Lobato), e a Vice-Diretora Jocyara Ivelone, somando-se as convidadas, eram púrpura luz a iluminar a lareira do conhecimento naquele agradável ambiente escolar.

A mesa diretora mais parecia uma constelação flutuante na galáxia artística da escrita. Os Acadêmicos (as) da ALPA Marcos Antônio Lima, Socorro Araújo, e Socorro Mendonça. A Vice-Diretora; Jocyara Ivelone e os (as) Escritores (as) juvenis: Barbara Richelly, Ismael Valentin, Júlia Moreira, Laura Guitti, Maria Elisa formavam um flamejante arco-íris de raios literários, dignos do saber ser escritor.

Assim, um após o outro, os convidados foram desfilando naquele cenário de luz. Socorro Mendonça profetizou por duas vezes, uma quando disse para a jovem Barbara Richelly: “Você será minha sucessora na ALPA”, e outra quando falou: “Que venha a primeira antologia do Projeto Luz do Aprender”. Ao contrário das profecias dos antigos profetas, essa foi muito bem recebida por todos ali presentes, e Marajana Araújo, elegantemente afirmou: assim seja! Vem coisa boa por aí, aguardem! A iluminada Ivelone citou Monteiro Lobato: “Um país é feito de homens e de livros”. As fomentadoras Carmem, Suely e Célia gritaram… Uhhooooo! E aquele poeta? Ah? Aquele poeta sorriu de alma escancarada de satisfação.

Eis que um a um, os glaucos escritores foram condecorados com o seu primeiro Título. Títulos escritos com tons escarlates dourados de uma satisfação ímpar, a de ser Escritor. Era chegado o ápice da culminância do Projeto Luz do Aprender. Ali, naquele momento, ao receberem seus certificados estavam selando o seu brilhantismo literário, brilhantismo esse, registrado na Iª Antologia do Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados, com direito a Ficha catalográfica, e ISBN: “Os livros têm grande importância em nossas vidas não só porque auxiliam na construção de nosso conhecimento, mas também porque nos trazem palavras de encanto, doçura e suavidade.” Francis Bacon.

Esses mesmos escritores juvenis irão juntar-se a outros do mesmo quilate, para juntos galgarem novos horizontes, das mais variadas literaturas. Estão predestinados a propagarem seus ideais e sonhos, desta feita em solo sergipano. Estes jovens estão de malas prontas para seguirem rumo ao Iº Encontro de Escritores e Leitores Portofolhenses e Convidados. E seus escritos estarão ultrapassando fronteiras, e quem sabe um dia, os seus contos, poesias, cordéis e fábulas povoarão toda à terra? …. Como sempre foi o desejo daquele jovem sonhador, que o tempo transformou em semeador de letras que colhe livros? …

Marcos Antônio Lima

VEJA TODAS AS FOTOS NA GALERIA DE FOTOS.



 



Resquícios da Culminância da 2º Edição do Projeto Leitura em Movimento: "O Universo Mágico do Conhecimento".


A Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer de Santa Brígida, através de seu Secretário Edson Manoel e sua Equipe Pedagógica: Maria de Lourdes (Lurdinha) Cordenadora Padagógica Municipal, e Lúcia Professora: Coordenadora Pedagógica Municipal do Ensino Fundamental II e da EJA do 6° ao 9° ano fizeram a entrega das obras literárias doadas pelo Exmº. Sr. vereador Cláudio Pereira Lima, (3 Exemplares do livro: De Gameleira à Colônia, Uma Saga Nordestina), o Escritor, poeta e Imortal da Academia de Letras de Paulo Afonso: Marcos Antônio Lima (3 Exemplares do livro Jardim de Árida Poesia), e do também Imortal da ALPA: O escritor e Profº. Alcivandes Santos Santana, como extensão da culminância do Projeto Leitura em Movimento: "O Universo Mágico do Conhecimento" realizado em 26 de outubro/2019. 

O poeta Marcos Antônio Lima, e o vereador Claúdio Pereira Lima.
Alcivandes Santos de Santana

As referidas escolas, todas da rede municipal, e que atendem o Ensino Fundamental II e EJA (6º ao 9º ano) foram contempladas com as respectivas obras literárias: De Gameleira à Colônia, Uma Saga Nordestina (Romance Regional), e Jardim de Árida Poesia de autoria do poeta Marcos Antônio Lima.  Além das obras: Cultura Popular, Madrinha Dodô, e O Messianismo de Pedro Batista, do escritor e Profº. Alcivandes Santos Santana, foram elas: Centro Educacional Antônio da Silva Feitosa - Povoado Minuim, Colégio Municipal Pedro Batista - Sede, Centro Educacional Zenor Pereira Teixeira, Povoado Colônia, Centro Educacional Alfra Barbosa Valadão - Povoado Marancó,  e  Equipe Gestora da Educação de Jovens e Adultos - EJA.

Coordenadora Pedagógica Municipal: Maria de Lourdes (Lurdinha), Diretor: João Polucena e Fransuíres Souza, Coordenadora Pedagógica - Centro Educacional Antônio da Silva Feitosa 
Diretora: Marileide Bezerra, Secretário de Educação:Edson Manoel , Vice-Diretor: Jailson Freitas, e Coordenadora Pedagógica: Kelly Cristina. Colégio Municipal Pedro Batista. 
Secretário de Educação: Edson Manoel e Maria José - Diretora do Centro Educacional Zenor Pereira Teixeira
Edna Damasceno (Coordenadora Pedagógica) e Célia Braga Diretora Escolar do Centro Educacional Alfra Barbosa Valadão.
Equipe Gestora da Educação de Jovens e Adultos - EJA - Diretor: Rosalvo Santiago, e a Coordenadora Pedagógica: Elza Vieira.


"Propagar a Leitura Literária no Ambiente Escolar é necessário para desenvolver a competência leitora nos alunos." - Lúcia Professora - Coordenadora Pedagógica Municipal do Ensino Fundamental II e da EJA do 6° ao 9° ano.

Culminância do Iº Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados.



Santa Brigida sediou no último dia 23 de novembro/2019, o maior espetáculo literário já visto na terra de Pedro Batista e Madrinha Dodô, com pleno êxito de participação e público: O Iº Encontro de Escritores Santabrigidenses & Convidados. Foram exatos 76 escritores participantes, dentre renomados poetas e poetisas, da Bahia, de Sergipe, Pernambuco e Alagoas, eis que surgiram 43 alunos de Escolas Públicas e 1 aluna da rede particular de ensino. Constituindo- se num total de 11 Escolas de três municipio diferentes, e até inter estadual: . Escola Municipal Antônio Barbosa – Monte Alegre de Sergipe, Escola Manoel Nascimento Neto, Escola Estadual Carlina Barbosa de Deus, Escola Municipal Raimundo Medérico da Silva Toledo, Escola SESC Ler, Escola Municipal Vereador João Bosco Ribeiro, Escola Municipal Georgina Alves da Silva e Escola Monteito Lobato – Paulo Afonso. Colégio Estadual Luiz Viana Filho, Centro Educacional Alfra Barbosa Valadão e Centro Educacional Zenor Pereira Teixeira de Santa Brígida.

Não foi fácil chegar até aqui. Havia muitas pedras no caminho, mas nenhuma delas colossais o bastante para nos deter. Foi unido a essa massa de sonhadores, que a Comissão Organizadora: Marcos Antônio Lima, Mário Moura e Marivônia Marques, com apoio das Academias de Letras de Paulo Afonso (ALPA) e de Canindé (ACLAS), somando – se aos Padrinhos e Madrinhas Literários (as), e os parceiros (as) dos Projetos: Instituto Sociocultural Arte Mambembe, Aventureiros da Leitura, Leitura Luz do Aprender, Leitura e Descoberta; Viaje nessa ideia, e Leitura em Movimento; “O Universo Mágico do Conhecimento” que levantamos um fabuloso exército de escritores e escritoras, e juntos escrevemos cordéis, brincamos com os versos.... Proseamos! Escrevemos belíssimos contos e fabulas, e por fim.... Poetizamos!

Assim, lado a lado combatemos o bom combate. O combate das letras, onde a benção do conhecimento venceu a seca da ignorância, e fez chover sabedoria no sertão Santabrigidense. Muitos foram os semeadores de letras que surgiram ao longo do caminho: Academia Literária do Amplo Sertão Sergipano (ALAS), Academia Gloriense de Letras (AGL), Secretaria Municipal de Educação Esporte e Lazer (Santa Brígida), Secretaria de Cultura e Turísmo –  Santa Brígida, Sercretaria de Ação Social – Santa Brígida, e Secretaria Municipal de Educação de Paulo Afonso – SEDUC, Jornal Folha Sertaneja e Site Se Liga Na Musica.

Todos de canetas em punho e ideais a serem realizados, e foram, agora irão colher livros. A satisfação que toma conta de mim, neste exato momento, é ampla e repleta de felicidade. Tanta, que chega a eclodir um “ziriguidum” saltitante no peito, e afagos lacrimejantes nas janelas da alma. É... Meus amigos...  Escrever é preciso! Escrever liberta a alma e faz germinar sonhos. Façamos como o escritor Rubem Alves, que fez do escrever o seu jeito de ficar aqui. E cada texto foi transformado em semente. Depois que ele se foi elas ficaram, e como era o seu desejo, se transformaram em árvores, em lindos e imponentes ipês-amarelos.

Marcos Antônio Lima, Escritor, Poeta, Membro Correspondente da ALPA e organizador do evento.

Comissão Organizadora
Mário Moura, Marivônia Marques e Marcos Antônio Lima
































































 
 


Destaque

A importância das Academias de Letras.

Esta cumpre seja sempre fecundada, sobretudo, quando o contexto histórico endeusa a ciência. Esta deificação é visível neste início de ...